Foto: Reprodução / Facebook
O fotógrafo pernambucano Alexandre Severo, uma das vítimas da queda da aeronave que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, era reconhecido pela sensibilidade no olhar e apuro técnico. Severo coleciona uma série de prêmios nacionais e condecorações internacionais pelo seu trabalho fotográfico iniciado em 2002.
No acidente morreram o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, três outras pessoas que faziam parte da sua equipe de campanha, além do piloto e o copiloto da aeronave.
Nascido em Recife, em 1978, Severo iniciou sua trajetória profissional no “Jornal do Commercio” (JC), um dos principais jornais pernambucanos. Foi como fotógrafo da “Agência JC Imagens” – desde 2004, quando entrou como estagiário, até 2011, quando saiu do jornal –, que o profissional começou a ser reconhecido nacionalmente.
O ensaio “À Flor da Pele”, publicado em 2009 pelo JC, é um dos seus trabalhos mais marcantes. Nas fotos – que faziam parte uma reportagem especial do jornal –, Severo registra três crianças albinas nascidas em uma família de negros em uma comunidade pobre de Olinda, em Pernambuco.
Alexandre Severo
A família dos “negro-galegos [loiros]” – como ficaram conhecidos pela reportagem –precisava de doações para comprar protetores solares especiais para as crianças. A repercussão do caso foi tamanha que o trabalho conseguiu sensibilizar não apenas a sociedade pernambucana como doadores oriundos de outras regiões do Brasil e até de outros países.
Entre os prêmios recebidos pelo ensaio com os albinos está a menção honrosa do 31º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2009 e o “Picture of The Year” (Foto do Ano, em português) dado pela agência de notícias e imagens Reuters. “O Gato” foi a imagem selecionada pela agência internacional.
Fonte: IG/David Lira
http://www.tribunahoje.com/noticia/113768/brasil/2014/08/14/fotografo-morto-em-acidente-alexandre-severo-era-premiado-no-exterior.html