Médico que apura abuso sexual na USP se afasta da universidade

O médico patologista Paulo Saldiva, de 60 anos, que presidia a comissão que apura as denúncias de abuso sexual na USP, pediu afastamento da instituição nesta quarta, 12.nov.2014.

Ele está de licença-prêmio (90 dias de licença sem prejuízo dos vencimentos), mas diz que deixará o cargo de professor titular que ocupa na universidade desde 1996. O patologista diz que seguirá na USP como colaborador.

A decisão veio após audiência pública na Assembleia Legislativa em que foram relatados oito casos de violência dentro da USP, entre os quais dois de estupro em festas organizadas na universidade.

A faculdade [de medicina da USP] se comportou mal. Houve demora da congregação, ficaram na defensiva [sobre as denúncias de estupro das alunas]. Há uma crise de conduta, de valores. Cansei de engolir sapo” – Paulo Saldiva em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

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Segundo o patologista, o relatório da comissão, que deve ser entregue à congregação da Faculdade de Medicina, apresentará um retrato ainda pior do que aquele relatado na Assembleia.

Há mais denúncias de abuso de álcool e de drogas, de assédio moral, de intolerância religiosa e étnica.” – Paulo Saldiva

Em nota à Folha, a direção da Faculdade de Medicina da USP disse que os casos de abuso estão sendo investigados. “Temos somado esforços para avançar na questão da tolerância à diversidade e do combate a qualquer forma de violência.”

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Fonte: Folha de S.Paulo – Cotidiano/Claudia Collucci
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1547979-medico-que-apura-abuso-sexual-na-usp-se-afasta-da-universidade.shtml

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