Crianças têm as mãos queimadas por ácido e perdem as digitais dos dedos no processo de quebra da castanha de caju em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte.
A pele das mãos dessas crianças é fininha e a ponta dos dedos, que costumam segurar as castanhas a serem quebradas, é lisa e sem as ranhuras que ficam marcadas a tinta nos documentos de identidade. Isso porque o óleo presente na casca da castanha de caju tem em sua composição o ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas. A perda da identidade não é permanente. Com o tempo, as digitais voltam se a pessoa se afastar da atividade.
Fotos Daniel Santini/Repórter Brasil
O emprego de crianças na quebra da castanha de caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar.
Maria Redivan Rodrigues, secretária de Assistência Social e primeira-dama de João Câmara, promete solucionar o problema até setembro de 2014. O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015.
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/09/20/criancas-do-rn-perdem-as-digitais-na-quebra-da-castanha-de-caju/



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