Em março deste ano (2015), um cartaz de anúncio de vaga de trabalho fixado na porta de uma loja de roupas do centro de Uberlândia (537 quilômetros de Belo Horizonte) chamava a atenção de quem passava pela região. Isso porque, o aviso, no mínimo curioso, dizia: “contrata-se vendedora com experiência (OBS: Sem WhatsApp)”.
A iniciativa de restringir a contratação apenas de pessoas que não tenham o aplicativo de bate-papo online instalado no celular foi do proprietário, Gilmar Gomes Machado. Segundo ele, a experiência com ex-funcionários foi o que o motivou. “Eu fiz o teste com 12 vendedoras. Nenhuma delas passou, porque ficavam mais no celular do que trabalhando”.
Em um desses testes, segundo Gilmar, a candidata à vaga de trabalho sequer deixou o celular no modo silencioso. “A cada minuto o telefone apitava e ela parava o que estava fazendo para responder às mensagens”, conta. “Ela deixava de atender o cliente para olhar o celular e acabava não vendendo.”
A queda na produtividade dos funcionários em até 40% foi o principal motivo para que ele buscasse apenas quem não tivesse o aplicativo instalado. “Nossa venda não é online, é pessoal. Por isso é importante dar total atenção ao cliente.”
A restrição, segundo a advogada trabalhista Leila Gonçalves, é legal no ponto de vista da lei trabalhista. A advogada revela que cada vez mais as empresas têm tentado proibir o uso, justamente por causa da queda na produtividade.
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Fonte: UOL Tecnologia | Fotos: Renata Tavares
http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/18/loja-so-contrata-vendedora-que-nao-tenha-whatsapp-instalado-no-telefone.htm


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