Nomes africanos para batizar filhote de gorila em concurso causam polêmica

Acusação de racismo pode suspender escolha de nome de gorila em zoo de BH

Por iniciativa de uma ONG de Belo Horizonte, pode ser suspensa a escolha do nome do segundo filhote de gorila do zoológico da capital mineira. Ao considerar que as opções em disputa, de origem africana, podem configurar racismo, a promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público foi acionada e recomendou à prefeitura que cancele a votação.

A representação da ONG Insod (Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural) enviada ao MP questiona a escolha de nomes de origem africana para o gorila.

Inaceitável a postura da Fundação, no sentido de vincular um ícone histórico de racismo – o macaco – a nomes de origem africana, com o intuito, segundo a Fundação, de fazer homenagem à origem africana do animal, sem levar em consideração a magnitude dos danos aos grupos étnicos-raciais diretamente atingidos” – ONG Insod.

Os nomes em votação são Ayo, que tem como significado “felicidade”, Bakari, que significa “o que terá sucesso”, e Jahari, que é “jovem forte e poderoso”. A ideia da prefeitura era batizar o segundo gorila com um nome africano para homenagear a origem do gorila. O primeiro filhote recebeu o nome de Sawidi, que em Tupi-Guarani quer dizer “é amado, querido, desejado”.

A Prefeitura de BH informou que a “Procuradoria-Geral do município analisa recomendação do MP”.

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Fonte: R7 | Foto: Suziane Fonseca/Divulgação
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